sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Ninguém Poeta

É como se eu tentasse fazer de minha vida uma canção
é como se quisesse extrair dela tudo de belo, toda a poesia,
cada dia como um enorme quadro que se pinta
detalhe por detalhe, numa angustiante ânsia de perfeição.
É assim a cada dia, a cada hora... a cada instante
Delírios, sonhos, devaneios perdidos na imaginação
É como se tentasse em vão consertar o que não posso
reformular o que foi perdido e organizar o que desconheço.

Um enorme ferimento fustiga meu peito.
Meu fraco coração comprimido contra o vazio,
o vazio da alma, dos sentimentos transviados
Ah meu coração entorpecido de loucura vil
desprezível o ser em que me transmuto.
O asco, o horror, de minha triste figura
A auto-piedade,.. da auto critica à auto destruição
Dispersos entre lamentos de ninguém tentando ser poeta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário