sábado, 30 de junho de 2012

Pulp Fiction - Tempo de Violência

Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction) - 1994. Dirigido por Quentin Tarantino. Escrito por Quentin Tarantino e Roger Avary. Direção de Fotografia de Andrzej Sekula. Produzido por Lawrence Bender. A Band Apart, Jersey Films e Miramax Films / USA.


Não sei se isso acontece com todos que escrevem sobre filmes, mas para mim, falar sobre aqueles que são os meus favoritos é sempre bem mais difícil, nunca sei se estou suficientemente preparado para tal e se farei jus à grandiosidade daquela obra. Surge outro problema quando o filme em questão já é agraciado tanto pelo público quanto pela crítica, pois neste caso corre-se o risco de apenas chover no molhado ao discorrer sobre ele, afinal pressupõe-se que todos já conheçam bem cada um de seus aspectos técnicos e artísticos. Me vejo diante destes problemas ao começar a escrever sobre Pulp Fiction - Tempos de Violência, o segundo longa-metragem dirigido por Quentin Tarantino, filme que considero um dos mais importantes e influentes do cinema contemporâneo.

Tirando dentre aqueles que o consideram violento demais, Pulp Fiction é quase uma unanimidade positiva e isto é realmente impressionante, uma vez que o nível de violência exposta não pode por si só ser considerado um problema. O filme chama atenção pela sua trama fragmentada, pelos excelentes diálogos, pela ótima trilha sonora e pela edição, que o mantém em um ritmo frenético durante toda sua longa duração. Cada um destes aspectos são repletos de citações e referências à sétima arte e à cultura pop, neste texto pretendo comentar, ainda que de forma rápida, cada um deles e a forma com que eles colaboraram para que o filme se tornasse, com relativamente pouco tempo, uma das produções mais cultuadas de sua época.


A primeira cena do filme mostra um casal conversando em uma lanchonete, ele é Ringo (Tim Roth), ela Yolanda (Amanda Plummer), eles discutem sobre algo que à princípio não sabemos o que é, aparentemente se trata de algo banal e não tão importante, pois não há exaltação ou raiva em seus tons de vozes. Uma garçonete vem até a mesa e serve café para Yolanda, que a agradece com uma cordialidade quase suspeita para em seguida dar continuidade ao diálogo com o rapaz, é então que percebemos sobre o que eles estão falando, é sobre assaltos. Durante a conversa eles decidem parar de atacar lojas de bebidas, por ser muito arriscado e Ringo então propõe trocar o alvo por lanchonetes como aquela onde estão, segundo ele este tipo estabelecimento estaria despreparado para reagir, pois eles nunca esperam ser assaltados. Yolanda se empolga com a ideia e diz que o assalto deve ser ali e naquela hora, eles se beijam, trocam juras de amor, se levantam e anunciam a ação aos berros... Entram os créditos de abertura.


Na sequência depois dos créditos, acompanhamos Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson), que conversam à caminho do local onde realizarão um 'serviço', o diálogo que se dá entre eles percorre temas que vão da liberalidade das drogas na Holanda à massagens nos pés, passando pela diferença que há no nome de um mesmo sanduíche de McDonald`s nos Estados Unidos e na França. Eles são matadores profissionais e estão indo recuperar uma maleta, cujo o conteúdo não nos é revelado, que pertenceria ao mafioso Marsellus Wallace (Ving Rhames), o chefe deles. Tanto na primeira sequência, quanto nesta, ficam perceptíveis aquelas que são as características mais fortes do filme: Os diálogos que percorrem temas variados, com referências à cultura pop; os personagens sem tanta profundidade e a banalização da violência.


Em seu desenvolvimento, Pulp Fiction constrói pequenas tramas, que vão se conectando de alguma forma até o final do filme. Tem por exemplo a história de Butch Coolidge (Bruce Willis), um boxeador que combinara de vender uma luta importante e que se mete em um agrande encrenca por isso e a de outros personagens de menor relevância, que de alguma forma são envolvidos na trama. À primeira vista, o longa parece um emaranhado de eventos aparentemente desconexos, como os que acontecem na noite em que Vincent leva a junkie Mia Wallace (Uma Thurman), a esposa de Marsellus, para um passeio, todavia o roteiro amarra todos estes eventos, percorrendo estas diversas ações, sem aprofundar tanto em nenhuma delas e nem em nenhum dos personagens, neste percurso o que se constrói é uma teia de de mensagens e significações que não conseguem transpor a barreira que há além do superficial, mas não se enganem, isto não é um defeito, é na verdade a principal característica que determina a estética do filme.


O que Quentin Tarantino fez em Pulp Fiction é similar, ao meu modo de ver, ao que Andy Warhol fez nas artes plásticas, ambos se aproveitaram do mitos e símbolos forjados pela cultura pop para criarem suas próprias obras. O interessante é que as referência ou citação feitas por eles não reproduzem toda a potencialidade de significação da obra ou do conceito original e daí vem a superficialidade que pode ser notada no filme. As múltiplas colagens fazem da obra originada uma espécie de coxa de retalhos, que nos chama a atenção mais pela pluralidade estética de sua composição, do que pela sua própria trama. Ao contrário do que pode-se pensar num primeiro momento, o abuso da referências à outros filmes e à cultura pop não fazem de Tarantino um canastrão ou plagiador, isto porque ele, assim como Warhol o fez, realiza este processo deixando evidentes cada um dos artifícios que usou e ainda com uma grande propriedade, o que permite que suas obras sejam chamadas de autorais.


As referências presentes no filme denotam o vasto conhecimento que Quentin Tarantino tem da história do cinema, de seus personagens e de seu aparato técnico. Há em Pulp Fiction citações diretas ou indiretas à obras de Howard Hawks, Jean-Luc Godard, Alfred Hichcock, Elia Kazan, dentre a de outros... A já clássica cena do twist, por exemplo, na qual Vincent e Mia dançam em um bar temático dos anos 50, teria sido inspirada em uma sequência parecida de Bande à Part (1964) de Godard, filme que dá nome à produtora criada por Tarantino. Na mesma passagem John Travolta teria recriado os movimentos de uma dança feita por Adam West no seriado Batman produzido nos anos 60 e Uma Thurman por sua vez teria se inspirado em uma personagem do desenho Os Aristogatas, a gata Duquesa, para criar os movimentos sedutores de sua dança.


Outro detalhe curioso que pode ser observado em Pulp Fiction, são marcas e produtos criados por Tarantino, que aparecem neste e em outros de seus filmes. Dentre eles estão a marca de cigarros Red Apple, que voltaria a aparecer em Grande Hotel (1995), o hambúrguer Big Kahuna, que aparecera em Cães de Aluguel (1992) e seria mostrado novamente em Um Drink no Inferno (1996) e o estabelecimento Jack Rabbit Slim`s, cujo comercial pode ser ouvido no rádio tanto neste, quanto em Cães de Aluguel. Outra curiosidade é que em uma passagem do filme, enquanto se lava na casa de um amigo, para apagar de seu corpo vestígios de um 'acidente', o personagem Vincent Vega menciona o sabão Lava, uma marca que realmente existiu, para a qual o próprio Travolta fez um comercial na década de 70, no início de sua carreira.


Pulp Fiction também deixa evidente a habilidade de Tarantino de dirigir atores, cada um dos membros do elenco tem seus talentos aproveitados ao máximo - não é atoa que longa tenha revitalizado a carreira do John Travolta, que estava à beira do ostracismo. Praticamente todo o elenco (que inclui ainda nomes como Harvey Keitel, Maria de Medeiros, Ving Rhames, Rosanna Arquette, Eric Stoltz e Christopher Walkenestá muito bem, a naturalidade e a destreza de cada uma das atuações é impressionante, porém dentre todos Samuel L. Jackson é ao meu ver o que mais se destaca, ele está sem sombra de dúvidas em uma de suas melhores interpretações... A trilha sonora do filme é formidável, ela mistura num caldeirão pop diversos estilos musicais, como rock clássico, soul, country, funk e surf music (Tarantino chegou a afirmar que escolheu canções deste último gênero por elas soarem tanto como rock´n´roll, quanto como trilha sonora de faroestes italianos). E vale destacar também a fotografia e os movimentos de câmera inusitados, que comprovem a qualidade técnica do filme e ainda dão a ele um charme todo especial... Precisa dizer mais alguma coisa? Ah sim, ULTRA RECOMENDADO!!!

Pulp Fiction ganhou a Palma de Ouro, o prêmio máximo do Festival de Cannes. No Oscar, o filme venceu na categoria de Melhor Roteiro Original, tendo sido indicado também aos prêmios de Melhor Filme, Diretor, Ator (John Travolta), Ator Coadjuvante (Samuel L. Jackson), Atriz Coadjuvante (Uma Thurman), Fotografia e Edição. No Globo de Ouro, ele ganhou o prêmio de Melhor Roteiro, tendo recebido indicações nas categorias de Melhor Filme - Drama, Diretor, Melhor Ator - Drama (John Travolta), Melhor Ator Coadjuvante (Samuel L. Jackson) e Melhor Atriz - Drama (Uma Thurman).


Assistam ao trailer de Pulp Fiction no You Tube, clique AQUI !

A revelação das passagens aqui comentadas não compromete a apreciação da obra.

40 comentários:

  1. Bruninho,
    logo eu vou ser a primeira a comentar? haha
    Acredita que nunca assisti a todo filme, por motivo ou outro sempre o assisti em partes, e assim que ele é, uma coisa que leva a outra e ainda a outra. E como assisti ele 'cortado' haha, por incrível que pareça, mesmo assim, consegui montá-lo em algum sentido.

    Cães de aluguel, sim, assisti a todo e por duas vezes no cinema, imperdível como penso que deva ser o Pulp Fiction e que tenho que assistir, ora essa, já que amo cinema, sei ser um clássico desse diretor que chegou com toda uma vanguarda no olhar cinematográfico.

    Beijos e ótima semana!

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    1. Eu já perdi a conta de quantas vezes já assisti "Pulp Fiction" Cissa, ele e "Cães de Aluguel" continuam sendo meus favoritos do Tarantino, considero ambos verdadeiras obras primas!

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  2. Tarantino revolucionou os filmes de ação com esse filme bastante inventivo (e violento) aliás de ter promovido o retorno de John Travolta ao sucesso.

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    1. A revolução estética da qual "Pulp Fiction" faz parte transcende o gênero ação...

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  3. Um dos melhores filmes que já assisti e certamente top5 da década de 90. Amo muito! Parabéns pelo ótimo texto, com vários detalhes sobre o filme que eu não havia percebido, apesar de te-lo visto dezenas de vezes! Abraço querido!

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    1. Obrigado Wilson, que bom que você gostou. Realmente ele é um dos melhores e mais importantes da década de 90.

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  4. Adorei seu texto e acho que suas linhas iniciais refletem os mesmos empecilhos que eu tenho ao escrever sobre uma obra da qual gostei!

    Trata-se de um dos meus filmes favoritos e acho que, junto com Kill Bill, o meu preferido de Tarantino.

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    1. Preciso rever as duas partes de Kill Bill, mas independente disso, meus favoritos dele continuam sendo "Pulp Fiction" e "Cães de Aluguel" e ainda ainda curto mais "Bastardos Inglórios" que o Kill Bill...

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  5. Boa noite, José Bruno.
    Pulp Fiction também é um de meus filmes preferidos, tanto pela trama quanto pelos atores e a direção em si.
    Curioso que no início do filme é explicado o que são romances pulps (onde tantos personagens fizeram história, como Tarzan, Conan, Nick Carter, Doc Savage, etc) e é um desses romances que Vincent aparece lendo durante o filme.
    Um escritor de hqs que lembra bastante o estilo de Tarantino é Garth Ennis, um irlandês doido que ajudou a criar o selo Vertigo, da DC Comics, com ótimas histórias como Preacher e Hellblazer.
    Parabéns pelo excelente texto, José Bruno, e até a próxima.

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    1. Pois é, a própria fragmentação da história e a construção dos personagens lembra a literatura pulp!

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  6. Adoro esse filme!!!

    http://monteolimpoblog.blogspot.com.br/

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    1. Ele é um verdadeiro deleita para qualquer amante do cinema!

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  7. CAramba! Adorei, Bruninho... muito mesmo! Eu simplesmente curto demais Pulp Fiction. Tudo no filme me deixou vidrada.

    Sua resenha conseguiu descrever perfeitamente como eu sinto esse filme!

    bjks JoicySorciere => CLIQUE => Blog Umas e outras...

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    1. Fico feliz de ter chegado ao menos perto de descrever um pouco daquilo que o filme representa e fico muito feliz que você tenha gostado Joicy!!!

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  8. A trama de Pulp Fiction, a meu ver, é uma coisa genial que, como vc mesmo disse, é auxiliada pela trilha maravilhosa que ressalta essa "banalização da violência" e pelas atitudes dos protagonistas. Todos os atores estão ótimos, sendo absolutamente o conjunto deles todo compatível com a narrativa fragmentada de Tarantino. Adoro este filme. E antes que eu me esqueça, sinto exatamente o mesmo que vc descreveu no primeiro parágrafo no que diz respeito à escrevermos sobre os filmes queridos: se realmente conseguiremos fazer jus à grandiosidade daqueles que adoramos...

    Parabéns pelo texto, José Bruno...
    Abraço... até +

    http://leituradecinema.blogspot.com.br/

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    1. Ainda bem que não é só eu que sinto esta insegurança na hora de falar sobre meus favoritos...

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  9. Olá!Boa noite!
    Tudo bem?
    ...nossa...eu vi a data do filme (quase duas décadas) e este filme que fez um sucesso imenso e inesperado, ainda é comentado como um dos filmes mais influentes...Da direção genial, como sempre, de Quentin Tarantino, à carreira ressuscitada de Uma Thurman...gostei muito deste filme!
    Fez uma brilhante resenha... Gostei do que li!
    Boa quarta feira!

    Obrigado pela visita!
    Abraços

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    1. Obrigado Felisberto!
      Não tem como não gostar do filme, somente aqueles que o consideram violento demais o repudiam, como eu disse no texto ele é quase uma unanimidade positiva!

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  10. Oi Bruno, gosto muito desse filme, já tive oportunidade de o ver mais que uma vez!
    Tal como diz o Felisberto, brilhante resenha!
    Abraço

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    1. Eu perdi a conta de quantas vezes já o vi Rui e o legal é que a cada nova sessão descubro algo que não tinha prestado atenção até então...

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  11. Grande Cinéfiloooo
    Comparou com maestria Tarantino e Andy ein?
    Muito bem escrito e assim como tu ; tenho enorme dificuldade em teclar sobre os meus preferidos.
    Foi assim com Iluminado e Dr Parnassus.
    Volte sempre tá?!
    beijossss

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    1. É um prazer enorme receber suas visitas por aqui também Patricia, passei pela mesma situação novamente (a de não saber estava fazendo jus ao filme) ao escrever nesta semana que passou sobre o "Na Natureza Selvagem"...

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  12. Amo esse filme. Um dos melhores que já vi. Tem espaço de destaque na minha videoteca.

    Filmaço, sem dúvida. A trilha é espetacular; o roteiro, genial. As atuações convincentes. Uma pequena obra de arte cinematográfica.

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  13. Adoro este blog, já o sigo :)
    Visite também o meu e conheça o melhor sistema de fazer dinheiro a nível mundial!
    Até já!

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    1. Obrigado pela visita e por seguir o blog! Fico feliz que você tenha gostado, passarei em sua página para para conferir este 'sistema'...

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  14. Oi Bruno
    Eu adoro o Travolta, mas acredita que nunca assisti esse filme? Eu o acho meio violento kkkkkkkk, já assisti outros violentos, mas me parece que as cenas violentas são.....violentas, mas com sua bela crítica, me incentivou meu amigo.
    Bjão. Fique com Deus.

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    1. O filme é sim bastante violento, mas ele tem pouca violência gráfica, que é a que geralmente causa incômodo.. eu diria que "Pulp Fiction" é pesado, porém sem perder a leveza...

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  15. É uma pena, mesmo, que Tarantino nunca tenha superado Pulp Fiction. Apesar de não achar o melhor filme dos anos 90 - tem ainda Os Bons Companheiros e Magnólia - é, indubitavelmente, o maior marco da década. Tornou o Tarantino um arrogante escroto, mas foda-se, continua fazendo ótimos filmes. As referencias à cultura pop fazem o filme ser o que é! Abraços, José!

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    1. Eu também considero os dois que você citou superiores a ele e ainda acrescentaria outros à lista. Concordo que o Tarantino não tenha mesmo se superado depois deste filme...

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  16. Olá, Bruno!!
    Qto à minha mensagem,"esperar",as vezes se faz necessário.
    Sei que é muito difícil,mas temos que aguardar em Deus!!
    Só Ele faz acontecer!!
    Ah!amigo, eu nem tenho mais ido a um cineminha.Antes, por causa das dores e agora, por causa do pós operatório que é muito dolorido.E requer um bom tempo de recuperação.
    Mas, chegará o tempo de curtir bons filmes nos cinemas.
    Beijão no core.Soninha
    Não some não,ok??rs!!

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    1. Olá Soninha, então, como eu tinha lhe dito lá no seu post o lance de esperar é sempre complicado. Não creio que haja uma regra universal que diz que tudo dará certo tão somente se esperarmos... o mundo que eu conheço é aquele no qual passaríamos por aflições...

      Beijão pra ti!!!

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  17. Belo texto J. Bruno!

    Um filme que ecoa na cinefilia ainda nos dias atuais. Sem dúvida que Pulp Fiction tem grande ressonância e apelo cinematográfico. A maior criação de Tarantino, embora eu goste mais do resultado que foi sua fita anterior, "Cães de Aluguel" e o feito com "Bastardos Inglórios" e "Kill Bill" que também são imbatíveis, mas foi realmente 'Pulp' que o consagrou.

    Grande influência dos anos 90 e é curioso a forma como isso aconteceu. Quentin teve que confessar que roubou idéias alheias para seus filmes. Ele copiou, reciclou vários materiais e ainda passou a ser "imitado" desde então, principalmente nos anos 90.

    Abraço.

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    1. nem considero isso 'roubo', o que ele fez foi citações, algo que considero similar ao que o Andy Warhol fez na arte plástica, conforme comentei no texto...

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  18. Comigo acontece a mesma coisa.. Escrevo, reescrevo e nunca parece o suficiente... Acabei agora um post sobre Psicose lá pro antes que ordinárias.. e não me pareceu o suficiente! hehheh

    Voltando ao fabulos Pulp Ficton:
    É difícil separar algum elemento de destaque, tudo funciona na medida exata, no ritmo perfeito.. que só a conjunção dos fatores é que dá a dimensão da película!
    Adorei as curiosidades! Não sabia a do sabão! hehehe

    Demais seu post.. merece até uma dancinha do Vincent e da Mia!

    ;D

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    1. Realmente é difícil destacar algo no filme Karla, e é ai que está a genialidade do Quentin, o que faz o filme se tornar muito mais que um amontoado de referências, nele tudo está muito bem encaixado e cada aspecto beira a perfeição...

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  19. Ele também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme (junto a Forrest Gump, Quiz Show, Um Sonho de Liberdade e Quatro Casamentos e um Funeral) e lembrando que no Globo de Ouro nãi há separação de dramas e comédias na categoria dos coadjuvantes!!

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    1. Obrigado por ter me alertado sobre os equívocos!

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  20. Achei uma ótima resenha do filme, texto impecável, porém me sinto um peixinho fora d'água. Não entendo o motivo pelo qual esse filme é tão aclamado. Achei a idéia um filme sem propósito e superficial (perdoem-me, mas não consigo ver isso como uma qualidade). Vou tentar assistir mais vezes pq eu realmente adoraria mudar de opinião.

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  21. Já perdi a conta de quantas vezes vi esse filme , realmente adoro ele , mas nós últimos anos amadureci muito em relação a cinema , e não consigo ver qual o sentido de Pulp Fiction , o que Tarantino quis dizer quando escreveu esse filme ? temo que Pulp Fiction entre na mesma categoria desses filmes de ação de hoje em dia , completamente sem significado algum...

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