segunda-feira, 13 de maio de 2013

Amor Pleno

Amor Pleno (To the Wonder) - 2012. Escrito e dirigido por Terrence Malick. Direção de Fotografia de Emmanuel Lubezki. Música Original de Hanan Townshend. Produzido por Nicolas Gonda e Sarah Green. Redbud Pictures / USA.


Em Amor Pleno (2012), seu mais recente trabalho, Terrence Malick retoma a abordagem de questões teológicas e filosóficas, a reflexão proposta por ele nesta obra é similar àquela que fora engendrada por A Árvore da Vida (2011), seu filme anterior. No entanto, não se trata da repetição de uma mesma fórmula, como tem afirmado alguns críticos, o fato é que mais uma vez ele recorre ao tipo de narrativa, que já é característico de seus filmes, que inclui longos momentos sem diálogos, fluxo de pensamentos conduzidos através de narrações em off e uso de recursos naturais, principalmente a luz, como elementos de linguagem. Exigir que o cineasta abandone tal tipo de construção e se renda ao convencionalismo é algo que não tem nenhum cabimento e não faz nenhum sentido. A expressão da marca autoral de Malick está também no uso deste tipo de narrativa e seu mérito no fato de que ele o faz de uma forma sublime, que beira a perfeição. 

Amor Pleno tem vida própria e é dramaticamente bem diferente de seu antecessor, nele o cineasta mantem em pauta a reflexão acerca do relacionamento entre o homem e deus, mas, se no filme de 2011 ele questionava a falta de ação do criador diante do sofrimento do mundo, neste, o mote é a natureza do amor,  um sentimento que indivíduos imperfeitos projetam em uma divindade perfeita, na qual buscam conforto e sentido para seus dramas existenciais, encontrando, no entanto, apenas um angustiante silêncio... Trata-se de um filme reflexivo e contemplativo, diante do qual o envolvimento do espectador com o questionamento proposto é imprescindível. Sendo de tal forma, não tem como esperar que o filme funcione se o espectador não estiver disposto a embarcar junto com o cineasta em suas ponderações acerca do sentimento ao qual o título que o filme ganhou no Brasil (péssimo, por sinal) se refere.


O amor do qual o filme fala é de certa forma parecido com o conceito de 'graça', trabalhado em A Árvore da Vida, trata-se de um sentimento diferente daquele ao qual muitos estão acostumados, é na verdade um amor que pressupõe uma entrega tão grande e tão incondicional, que ao praticá-lo corre-se o risco de sofrer intensamente e tal como a Senhora O`Brien dizia sobre a 'graça' no filme anterior, este é um sentimento que pressupõe a sujeição e aceitação de insultos e golpes. Este é o tipo de amor que Marina (Olga Kurylenko) espera encontrar, ela se casou jovem, teve uma filha e após sucessivas traições seu marido lhe deixou. Ela vislumbra a possibilidade de viver um romance ideal quando conhece o engenheiro ambiental Neil (Ben Affleck). Ela passa a devotá-lo um amor irrestrito, de total entrega, ele, no entanto, permanece de certo modo distante, como se temesse, por algum motivo, estabelecer com ela vínculos profundos e duradouros.


No filme, acompanhamos ainda o drama do Padre Quintana (Javier Bardem), um religioso que está vivendo uma contundente crise de fé. Tomado pela melancolia, ele não vê mais sentido naquilo que prega e tenta recorrer a Deus em busca de ajuda, encontrando apenas a angústia de não se sentir ouvido. Sua busca pelo contato com a divindade, algo que ele já experimentara no passado, acaba o colocando em contato com um vazio existencial que o leva a questionar a natureza do amor divino... Se Deus é amor, por que então ele se esconde? Por que ele não se compadece diante do sofrimento que há no mundo? De onde vem a sensação de vazio que experimentamos? Estas são algumas das questões que o filme levanta. Engana-se quem pensa que elas terão respostas simples, ou que o roteiro se perderá no proselitismo ou na negação da fé. Malick não nos dá respostas, ele apenas nos incita a fazer perguntas... 


Estes dois núcleos da narrativa estão interligados e o 'diálogo' entre eles se dá em todo o desenvolvimento do filme, enquanto no primeiro há a tentativa de realização do amor pleno, no segundo há uma reflexão sobre ele, tal separação torna a compreensão do filme mais fácil para a parcela do público que não está acostumada com uma trama não linear, na qual o conflito dramático não está no romance entre os personagens, mas nas ponderações que são ensaiadas por eles (em A Árvore da Vida não existia tal tipo de separação; realização e reflexão eram feitas pelos mesmos personagens, em um mesmo núcleo). O amor que o Padre Quintana busca em um deus, que talvez nem exista (isso é uma possibilidade), é similar àquele que Marina espera encontrar em seu relacionamento, cujo laço matrimonial já está, a priori, impossibilitado pelo fato dela ainda estar legalmente casada com o pai de sua filha. 


Tanto Marina quanto o padre permanecem fiéis aqueles de quem esperam um amor real, porém tal fidelidade pode ser questionada, uma vez que ela é sustentada por aquilo que ambos esperam receber em troca da dedicação devotada. O amor que ambos sentem se torna doloroso e dilacerante por não ser correspondido com a mesma intensidade. Malick, ciente da ausência de respostas para as questões levantas, aponta para uma possibilidade: Aqueles que buscam experimentar o amor pleno não devem esperar recebê-lo de ninguém, antes, devem ofertá-lo, principalmente para aqueles que nada podem oferecer em troca. Nesta possibilidade apontada (que está sujeita a diversas interpretações) está um dos aspectos mais belos do filme, a noção de que aquilo que esperamos receber das pessoas com quem nos relacionamos, ou que projetamos em alguma divindade, pode estar em parte dentro de nós mesmos ou na natureza e nas pessoas que nos cercam...


Além da forte carga filosófica, que incita diversos questionamentos e reflexões, Amor Pleno possui ainda um aparato técnico que chega o mais próximo possível da perfeição; o detalhismo e o cuidado de Malick ficam evidentes em cada plano do filme. Demonstrando que é um diretor sutilezas, ele capta o indizível e usa cada um dos elementos presentes na mise-en-scène para compor a estrutura semiótica de sua narrativa. Em cada fotograma há uma gama de significações, que são construídas através de rimas visuais, metáforas e simbolismos, o exemplo mais evidente disso está na forma com que ele volta a usar a luz solar (que em diversos momentos explode contra a câmera) como uma representação da perscrutação divina e os movimentos de câmera como uma alusão à inquietação e à falta de rumo dos personagens. 


Por falar em movimentos de câmera, os de Amor Pleno são o que eu definiria como um balé cinematográfico, a sutileza e precisão dos travellings compõem uma dança tão sublime, que torna cada passagem uma maravilhosa aclamação da beleza que emana do mundo, mesmo daqueles pontos onde já estão visíveis as marcas da destruição provocada pelo homem e sua falta de amor. A direção de fotografia de Emmanuel Lubezki é por si só uma obra de arte e isso, nem os detratores da obra de Terrence podem negar, é um trabalho tão genial quanto o feito por ele mesmo em A Árvore da Vida. A trilha sonora de Hanan Townshend, que também colaborou com o cineasta no filme anterior, é outro dentre os diversos pontos altos do longa, ela é muito bem usada e consegue dar sentido às cenas sem precisar apelar para a comoção ou outros tipos de obviedades.


Todo o elenco, sem exceções entrega atuações que possuem um considerável nível de profundidade, estando seus desempenhos condizentes com a proposta do filme, de explorar sutilezas e não exageros dramáticos. Talvez devido ao tipo de construção dos personagens e dos sentimentos que eles experimentam no decorrer do filme, até mesmo o Ben Affleck, que possui sérios problemas com personagens dotados de uma maior profundidade, acabou se saindo bem, seu Neil é um homem de poucas palavras, um tanto misterioso, cujas motivações apontam para algo maior, que não nos é totalmente revelado pelo roteiro, a forma com que ele trabalha a questão do distanciamento emocional (e seu contraste com a aproximação física) merece elogios. Olga Kurylenko e a Rachel McAdams (que dá vida a Jane, uma amiga de Neiel, com quem ele se reencontra em um segundo momento da trama) entregam ótimos desempenhos, no entanto, o grande destaque no campo das atuações fica por conta do Javier Bardem, que consegue tornar quase palpável e crise vivida pelo seu personagem.


Amor Pleno é arte, é filosofia... Seria tolice estabelecer comparações qualitativas entre ele e outras obras de Malick, uma vez que cada um deles são dotados de sua individualidade. Por outro lado, é interessante analisar de que forma ele se encaixa na filmografia do cineasta, ao dar continuidade à determinadas reflexões e abandonar outras... Este é um filme para ser refletido, discutido e contemplado, seu valor artístico e estético deveria ser reconhecido por todos, mas é bobeira exigir isso de um público que, em boa parte das vezes, prefere o entretenimento ao exercício do pensamento e as respostas prontas às perguntas incômodas... Não vá assisti-lo esperando encontrar um romance convencional, ou uma história com início, meio e fim bem delineados, pois, quem o fizer de tal modo certamente se decepcionará... Recomendo-o, mas não para todos! 


Assistam ao trailer de Amor Pleno no You Tube, clique AQUI !

A revelação das passagens aqui comentadas não compromete a apreciação da obra.

Confiram também aqui no Sublime Irrealidade as críticas de 
Além da Linha Vermelha e de A Árvore da Vida
também escritos e dirigidos por Terrence Malick.

17 comentários:

  1. Terrence Mallick dirigindo outro filme num espaço de tempo tão pequeno? Quem diria...
    Belo Texto Bruno, apesar de não ser muito fã do estilo do diretor a trama me pareceu ser bastante interessante. Quero assistir...

    Grande Abraço!

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  2. Tenho de ver isto, o Malick é um génio. Parece menor, em escala, que The Tree Of Life, mas talvez por isso seja mais focado.

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  3. Como diria aquele comercial: Não são as respostas que fazem girar o mundo... Terence Mallick tem muitas perguntas á respito da própia existência.
    Eu adorei Árvore da Vida e não vejo a hora de pôr os olhos nesse aí.
    Incrível como você escreve bem J. Xará. Uma aula realmente.

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  4. Bruninho, tudo bem?
    Começo pelo fim:
    "Não vá assisti-lo esperando encontrar um romance convencional, ou uma história com início, meio e fim bem delineados, pois, quem o fizer de tal modo certamente se decepcionará..."
    E te pergunto: não é assim mesmo os romances da vida real? :)

    Sabe? Eu nunca assisti a um filme deste diretor ainda, está mais que na hora.
    Fiquei surpresa quando você disse que até o Ben Afleck conseguiu uma boa interpretação, aliás, surpresíssima! Papéis que exigem profundidade não é a dele mesmo.
    E o Javier Barden, pelo contrário, creio que quão mais profundidade o papel exige, mais ele demonstra que é um excelente ator.

    Travellings, cenas com pouco diálogo, penso que sejam recursos que hoje em dia o cinema comercial tem se desvencilhado, infelizmente, o que me leva a crer que este é um belo e também intenso filme. A conferir.

    Beijos e ótimos dias!

    Ah! Te convido, se você quiser, passar lá no blog e ler meu texto, adoraria a tua opinião, mas apenas se quiser, sobre um assunto que tem me inquietado no facebook, mais especificamente.

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  5. Esse não lerei ainda. Volto depois que ver o filme!

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  6. Gostei do comentário do autor deste blog, mas discordo que em "Árvore da Vida", Malick "questione" a "falta de ação do criador diante do sofrimento do mundo". Creio que o filme se encaminhe para um reconhecimento da "Soberania" desse Deus e questione (isso sim) a relação conflituoso do sujeito em relação a esse "desígnios" - a começar pela epígrafe do filme, extraída do Livro de Jó (Jo 38: 4), em que Deus se dirige ao protagonista do livro bíblico e se apresenta como Aquele que está no controle de todas as coisas. Com isso, não estou afirmando que o filme seja um trabalho religioso ou evangelizador, mas é uma busca visceral por compreender o Mistério da Vida em suas vicissitudes e aquilo que ela provoca nos homens. "Árvore da Vida", ao meu ver, e analisando cuidadosamente o livro, é uma declaração de amor poética e visceral a esse controle absurdo (no mais positivo dos sentidos) desse Deus, com quem os personagens dialogam ou pelo qual dialogam entre si.

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    1. Olá Guilherme, na verdade este tema é o epicentro da trama de "A Árvore da Vida", nele todo o questionamento ensaiado pelo personagem acerca da natureza divina surge com o sofrimento advindo da perda do irmão, daí vem a questão "se Deus é amor, por que ele permite o sofrimento?". Nem Malick, nem seus personagens, nem nenhuma de nós temos uma resposta definitiva para esta questão e justamente por isso ela tem uma importância filosófica tão grande.

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  7. Sei que o Malick não busca a resposta da questão "se Deus é amor, por que Ele permite o sofrimento?", mas ele traduz essa busca conflituosa por uma verdade, que implica, do ponto de vista metafísico, na aceitação daquilo "Que É". Quando vemos,no filme, o filho aceitando o pai (o pai sobre o qual ele projetava a insatisfação inconsciente do que representava Deus - o Deus com Suas posturas que excedem qualquer entendimento ou pretensão de sistematizações humanas), e vendo no perdão ao outro uma forma honesta de auto-aceitação (vemos que ele começa a olhar de forma mais respeitosa para o pai, depois que comete um pequeno delito e vê que a Vida não foi implacável com ele, como ele, até então, era com o próprio pai - fazendo respeitá-lo), apesar de suas falhas desse outro; encontramos na obra do Malick um olhar sensível para esse Mistério: é preciso aceitá-lo não obstante a forma como ele se apresenta. Já a Mãe, ao final do filme, aceita a perda do filho, e de forma visceral e sublime/espontânea, e o "entrega" a Deus, como se dissesse: "Deus eu O entendo, eu O respeito". Claro que a vida é um constante conflito com essa verdade (e nós não temos resposta ainda que experimentemos o filme do Malick), mas ele aponta para a aceitação desse Mistério como um ponto de encontro consigo, com o outro e com um mundo, não uma aceitação fajuta, artificial, mas uma experiência real, visceral, que implica um sofrimento, uma experiência que precede esse novo estágio.

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    1. Guilherme, você está reduzindo o filme e toda sua potencialidade filosófica à uma mera pregação acerca da natureza de Deus, definitivamente não creio que Malick seria tão medíocre e reducionista em sua abordagem... Acho que você deveria trocar o termo verdade por hipótese, afinal de contas Deus e consequentemente sua existência são uma mera metáfora no filme e não uma verdade absoluta...

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    2. Caro J. Bruno,
      Em primeiro lugar, parabéns pela crítica ao To The Wonder. Estava procurando uma e, sem dúvida, a sua foi a melhor de todas. Me ajudou a clarear algumas coisas. Belo filme, que alimentou minha paixão por Malick, que começou com a Árvore da Vida.
      Pelo licença, entretanto, para discordar da sua resposta acima, ao Guilherme, quando você diz que "Deus e consequentemente sua existência são uma mera metáfora no filme, e não uma verdade absoluta".
      Quanto à existência de Deus, me parece claro que Malick, em Árvore da Vida, parte do pressuposto que ela é certa. Os personagens não se perguntam se Deus existe. Perguntam, sim, diante dos mistérios dos desdobramentos da vida, quem Ele é, onde Ele está, se está presente, e se está vendo tudo ou simplesmente indiferente aos seus sofrimentos. As perguntas se referem muito mais ao modo de ser de Deus, ou seja, à sua natureza, e não exatamente à sua existência. "Por que eu devo ser bom se você (Deus) não é?"; "Quem é você (Deus), que em vez de curar as feridas manda moscas para lambê-las?", entre outras.
      Mas a maior evidência disso é a referência ao Livro de Jó, que abre o filme. De fato, o filme se inspira totalmente no diálogo de Jó com Deus. Ali, Jó também não tem dúvidas sobre a existência de Deus, tanto é que, depois de não se sentir satisfeito com nenhuma das explicações que tentaram lhe dar sobre seu sofrimento, ele solicita uma entrevista direta com Deus. Diante do seu sofrimento, o que ele quer, na verdade é tirar satisfações com Deus a respeito do modo como Deus estava lhe (mal)tratando. Só que Deus não lhe dá explicações, mas apenas o faz ver que Ele é imensamente grande e absolutamente maior do que Jó seria capaz de compreender. Parece um contrasenso, mas a explicação que Jó encontra é que Deus é mesmo incompreensível. Isso poderia ser motivo de desespero para alguns (os que escolhem o caminho da natureza, em vez do caminho da graça), mas, por incrível que pareça Jó encontra a paz, diante de tal constatação. Mesmo sem receber explicações sobre a razão de seu sofrimento, Jó se rende ao fato de que Deus é um Grande Mistério em seu agir. A palavra é bem justa e necessária: rendição. Jó se dá por vencido; deixa de disputar com Deus, e ali encontra a paz. Interessante que, de certa forma, é a falta de explicação que traz a paz a Jó. É a tomada de consciência da Grandeza do Mistério que está à sua frente, que faz toda a diferença para Jó. E ele se cala, num silêncio reverente diante do Mistério. De fato, Deus não pode ser explicado. Mas pode ser experienciado. E Jó faz essa experiência de Deus, ao desistir de disputar com Ele com objeções e argumentos. Ele se deixa encontrar pelo Mistério e mergulha nele. É o caminho da graça: o caminho que a mulher escolhe fazer, como diz no início do filme. E essa é a trilha por onde vai se desenrolar todo o filme, estabelecendo o contraponto ao caminho que o marido dá ao seu jeito de ser na vida.
      Pelo menos como eu vi o filme, acredito que essa seja a sua linha mestra.
      Portanto, não acho que Malick seria medíocre ou reducionista se "reduzisse" seu filme a uma pregação sobre a natureza de Deus. Pelo contrário, acho que a linha mestra do filme é exatamente essa, claro que com inúmeros desdobramentos: como Deus age conosco, como nós acolhemos a sua ação em nossas vidas, como nós nos relacionamos com Ele, e por aí vai, mas tudo partindo da natureza - aí sim - questionável de Deus.
      Não acho que, no filme, ele pensou Deus como uma hipótese. Acho que pensou como uma verdade absolutamente dada, embora questionável, sim, em sua natureza.

      Gilberto

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    3. Parabéns, belíssima resposta. Você colocou em palavras tudo o que eu intuía sobre o filme.

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    4. Gilberto, concordo com suas observações, só discordo que o filme tenha caráter de pregação, como eu tinha dito, continuo acreditando que o foco dele é a abordagem filosófica... A questão da inexistência de Deus surgiu de uma observação minha no texto (por isso a coloquei entre parenteses nele) e de fato não há na trama uma abordagem neste sentido.

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    5. Muito interessante a constatação do Gilberto sobre a abertura do filme com o texto do livro de Jó, que passaria a delinear toda a história de questionamentos, incompreensões, paralelismos, esperanças e... Pouco diálogo como resposta reflexiva da nossa limitação.

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  8. Eu quis dizer no começo do meu comentário o seguinte: "Sei que o Malick não busca apresentar a resposta pronta para a questão "se Deus é amor, por que Ele permite o sofrimento?"... O resto assino em baixo.

    Guilherme Rodrigues.

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  9. J Bruno, parabéns, melhor crítica do filme que eu li até agora.

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  10. Malick e um verdadeira genio , ele tenta se aproximar o mais perto possivel da perfeição. Seus filmes são complexos , e uma pessoa pra entender a mensagem que ele tenta transmitir tem que ir alem de assistir o filme . Essa critica foi incrivel, me permitiu compreender melhor o filme. Este filme definitivamente não é pra qualquer pessoa assitir

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