quarta-feira, 2 de maio de 2012

Namorados Para Sempre

Namorados Para Sempre (Blue Valentine) - 2010. Dirigido por Derek Cianfrance . Escrito por Derek Cianfrance, Joey Curtis e Cami Delavigne. Direção de Fotografia de Andrij Parekh. Música Original de Grizzly Bear. Produzido por Lynette Howell, Alex Orlovsky e Jamie Patricof. Incentive Filmed Entertainment, Silverwood Films, Hunting Lane Films e Shade Pictures / USA.


De onde vem a força e a brutalidade do soco que Namorados Para Sempre (2010) nos dá no estômago? Porque este filme é capaz de nos causar reações tão desagradáveis? Eu não sei se conseguiria elaborar respostas precisas para estas perguntas, mas arriscaria apontar como responsável a forma com que ele deixa em pedaços boa parte daquilo que temos como ideal de um relacionamento perfeito. De uma forma devastadora, seu roteiro desmonta a convenção social que diz que toda relação pode ser um mar de rosas e durar para sempre. Isto nos incomoda porque, por mais que o neguemos, nós geralmente buscamos o oposto disso, procuramos por coisas capazes de nos deixar bem com nós mesmos e de nos fazer sentir melhores em relação às nossas próprias vidas. As comédias românticas e os fell good movies tentam nos proporcionar isso, eles são agradáveis por nos apresentar um mundo de ilusão incondizente com nossa própria realidade e nós nos apegamos a tais ilusões de tal forma que qualquer contato com a realidade passa a ser doloroso e incômodo.

O título com o qual o filme foi lançado no Brasil é totalmente equivocado, ele passa a ideia erronia de que se trata de mais um filme açucarado sobre relacionamentos, quando na verdade este é um drama pesado e altamente indigesto pela sua abordagem. Namorados Para Sempre (2010) fala, dentre outras coisas, da incomunicabilidade, da falta de respeito e da intolerância, que têm sido algumas das causas mais comuns do surgimento dos conflitos que levam à ruptura de relacionamentos que prometiam ser duradouros. A abordagem dramática do longa é ainda mais contundente devido à excelente construção de cada um dos personagens centrais, ambos são isentos de qualquer maniqueísmo, são humanos e seus atos, por mais repreensíveis que possam nos parecer, são compreensíveis dado o contexto no qual a relação entre eles nasceu e se firmou.


"Eu acho que homens são mais românticos que mulheres, quando nos casamos é com uma garota. Nós resistimos o tempo todo até conhecer uma garota e pensamos: 'Eu seria idiota se não cassasse com ela'. Mas as garotas só escolhem a melhor opção. Conheço garotas que pensam: 'Ele tem um bom emprego'. Esperam sempre pelo príncipe encantado, então casam com o cara que tem um bom emprego..." - Dean

Quando Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) se conheceram, ela tinha acabado de sair de um relacionamento destrutivo com alguém que não lhe dava o devido valor, mas, mesmo com tantos problemas ela ainda sonhava em ser médica e em se ver livre da convivência conflituosa com o próprio pai. Dean era um rapaz simples, sem tantas aspirações, ele mudara recentemente para a cidade e conseguira um sub-emprego em uma empresa de mudanças.



Dean se encontrou com Cindy pela primeira vez enquanto realizava a mudança de um senhor já idoso para um leito de hospital, naquele dia ela acompanhava a avó que estava internada em um outro quarto do mesmo andar, para ele fora amor à primeira vista. Dean não conseguia parar de pensar em Cindy nem esconder o que estava sentindo por ela, ele então decide fazer de tudo para conquistá-la e pouco a pouco ele vai ganhando a confiança e a afeição dela. O início do relacionamento entre Cindy e Dean constitui uma história que renderia uma típica comédia romântica sobre o encontro da felicidade e da pessoa certa, no entanto aquele era apenas o começo. O amor, tão cheio de paixão, que estava nascendo parecia que iria durar para sempre, contudo o tempo se encarregaria de desgastá-lo e de desfazer as promessas e juras de amor eterno feitas de forma tão sincera pelo casal...


O filme, através de um roteiro não linear e de uma excelente montagem, mescla eventos do início do namoro com outros que aconteceriam cinco anos depois, quando eles já estavam casados e com uma filha. Cindy havia se acomodado com a carreira de enfermeira e desistido da medicina e Dean continuava em um sub emprego. Nas passagem que retrata a vida de casado dos personagens, o filme vai sutilmente mostrando as diferenças não toleradas, as atribuições de culpa e as pequenas situações que dia-após-dia vão minando o respeito e a boa convivência entre eles. Aquela paixão, que parecia a princípio que nunca iria acabar, aparentemente estava esfriando. Numa tentativa desesperada de salvar o casamento, Dean leva Cindy para uma noite em um motel; em um quarto de temática futurista (não por acaso) eles tentarão relembrar o passado e encontrar algo que possa servir como suporte para a continuidade da relação.


Como mencionei acima, nenhum dos dois personagens são unilaterais, ambos são dotados de defeitos e de qualidades, de vícios e de virtudes, isto torna para nós espectadores ainda mais difícil tomar um lado no conflito - ainda que um dos personagens nos causa raiva em diversos momentos da história. Numa análise mais cuidadosa da trama somos capazes de apontar alguns dos motivos que teriam levado à situação na qual o casal se encontra depois de cinco anos de matrimônio, é justamente nesta análise que percebemos o quanto esta história não nos é totalmente estranha, ela é real e mais que isso, ela é cada vez mais normal. A sensação angustiante provocada pelo filme se acentua quando ele nos induz a ver o lado da filha do casal, que, apesar de ter apenas cinco anos, já compreende que a vida familiar como ela conhece está em risco.  Reparem como um fato mostrado no início do filme funciona como uma metáfora da desintegração de tudo que haviam construído juntos, este fato, aparentemente deslocado, afeta os personagens, acentua as diferenças entre eles e dá início à falência do sonho que eles tentavam realizar.


A inconstância e a efemeridade dos laços criados nos relacionamentos contemporâneos são abordados e interpretados de uma forma tão consistente que quase somos capazes de sentir a frustração, a tristeza e a dor dos personagens. Ryan Gosling e Michelle Williams estão soberbos no filme, eles, através  de suas respectivas atuações e de visíveis transformações físicas, conseguem nos convencer da passagem do tempo e de como cada um de seus personagens foram afetados por ela, no caso de Ryan, a que fica mais saliente é a transformação física, cinco anos depois seu personagem está mais gordo, calvo e usando óculos, já Michelle expõe é através das sutilezas de sua atuação a transformação psicológica de sua personagem, o que nos mostra que sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz foi realmente merecida.


Tecnicamente também o filme é muito bom, com destaque para os posicionamentos de câmera e para a fotografia, que variam nos dois tempos narrativos. No primeiro momento a fotografia salienta cores quentes e vivas que dão um tom mais alegre às cenas, já no segundo momento o que prevalece são os tons frios, que nos remete ao esfriamento da relação entre os personagens.

Namorados Para Sempre não é do tipo de filme que possa ser recomendado para todos os públicos, o realismo de sua trama tende a despertar mais reações negativas do que positivas e por isso muitos o considerarão demasiadamente pessimista. Quem no entanto se dispuser a "apreciá-lo" se deparará como uma pequena obra prima, um filme que será no mínimo marcante...

P.S.: Se você for assistir ao filme, preste atenção na cena em que Dean organiza no leito, com tamanho cuidado, os pertences do velhinho que se mudara para o hospital, esta é uma das cenas mais belas e tocantes do filme, ela deixa clara a intensidade da sensibilidade do personagem.


Namorados Para Sempre foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Atriz (Michelle Williams) e ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Ator de Drama (Ryan Gosling) e Melhor Atriz de Drama (Michelle Williams).

Assistam ao trailer de Namorados Para Sempre no You Tube, clique AQUI !

A revelação das passagens aqui comentadas não compromete a apreciação da obra, 


42 comentários:

  1. Estava conversando com minha amiga Karla Xavier sobre esse filme! Ela comentou que achou uma sacanagem esse "título" que deram para o filme, aqui! Concordo... Estou curiosíssima para assistir. bjks

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    1. Joicy você precisa assistir, o filme é excelente, um dos melhores que assisti nos últimos tempos. O Ryan e a Michelle estão monstruosos no filme!

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    2. José Bruninho, esse título "nada a ver" que foi dado aqui no Brasil(Namorados para sempre), me fez pensar(assim que o filme foi lançado no Brasil,) que era aquele tipo de filme romântico cheio de clichês(não estava interessada em ver). Depois de um tempo, ao conversar com uma querida amiga e ler sua resenha, vi que fugia desses padrões. Demorei, mas vi! Gostei demais... contudo, o decorrer do filme dá uma destroçada legal na gente, né!?!?!? Querendo ou não a gente ainda espera, por um momento "que tudo sejam flores"...

      As cenas de flashback dos dois personagens: Dean arrumando o quarto do velhinho desconhecido, no asilo e o senhor, depois, vendo tudo organizado(o retrato da esposa) foi de partir o coração... O carinho da neta(Cindy), cuidando daquela senhora tão frágil, sua avó(tbem no asilo... contrapondo com as cenas de violência verbal entre os pais da garota)... caramba, diante de tanta coisa que aconteceu no filme, eu vi uma conexão imensa e intensa entre os dois personagens principais justamente nestas duas cenas, onde eles ainda nem se conheciam!

      O decorrer do filme mostra nada mais do que a realidade de muitos relacionamentos... triste, mas é fato!

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  2. Li muitas críticas sobre o filme, mas ainda não consegui assistir. É do tipo que eu gosto: bem dramático. Abraços.

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    1. Estou certo então de que você irá gostar dele Gilberto, é um filmaço!

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  3. Como dizia Vinícius de Moraes: "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". É isso: Namorados Para Sempre é um retrato cru e realista (não pessimista) sobre relacionamentos. Ainda que por um tempo tenha pensando o contrário, é um filme romântico. O casal se separar porque o amor acaba, se desgasta. Entretanto, o longa mostra o quão feliz você pode ser amando. E, talvez, isso seja doloroso demais: a montagem genial alternando entre os momentos alegres e tristes (respectivamente, passado e presente) dão uma apunhalada pelo seu contraste, revelando que, ainda que o amor possa te fazer muito feliz, a tendencia é acabar (seja por que razão for). A fotografia de tom azulada no presente é brilhante ao salientar o clima triste e melancólico da obra, ao passo que, como você bem disse, a fotografia do passado é permeada por cores mais vivas. Ademais, Ryan Gosling está no melhor papel de sua recente carreira (não sei como perdeu o Oscar - nem indicação teve!), e Michelle Williams está ótima, como sempre.

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    1. Eu também não o vejo como um filme pessimista, o que vemos nele é apenas a realidade, são situação às quais nenhum relacionamento está totalmente imune...

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  4. Olá Bruno, passando p retribuir e agradecer por me seguir, a temática do seu Blog muito me agrada, sou formada em Artes Cênicas, embora não exerça, mas amo cinema e teatro em geral! Abraços

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    1. Olá Kellen, seja bem vinda!
      Eu também cheguei a sonhar por um bom tempo em fazer artes cênicas ou cinema, na verdade se tivesse oportunidade eu começaria um dos cursos hoje mesmo... Contudo a nossa vida por vezes toma alguns rumos que não fomos nós que escolheu, então a alternativa que resta é seguir em frente... talvez um dia eu ainda preste vestibular para algum deles, seria realizar um sonho!

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  5. Também achei meio nada a ver o título ( pra variar ). Quando resolvem traduzir, eles dão essas "kh-das" que acabam despertando faltas expectativas no espectador.
    Adorei ler sua crítica, pois comecei a assistir esse filme mas precisei parar porque o marido de um lado e o filho do outro na agitação e me deixando sem tempo pra terminar. =/
    Realmente, pelo menos no início, parece meio confuso tudo o que acontece. As vezes não entendia porque ele tava meio calvo em umas cenas e em outras não, rssss. Foi quando percebi que se tratava de flash backs. Mas enfim, preciso terminar de assistir.
    Adoro tuas críticas. Nem sempre posso comentar ou ler tudinho, mas gosto muito de me manter informada através do seu ponto de vista.
    PArabéns, querido! :)

    Beijos!

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    1. Tente terminar de assisti-lo um dia moça, você não se arrependerá, é um ótimo filme que nos desperta para inúmeras reflexões...

      Fico muito feliz que que você goste de minha críticas!

      Beijos!

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  6. Nossa, como sempre quando passo por auqi, fico numa ansiedade enorme para assistir ao filme. Adoro suas descrições, me fazem entrar no filme antes mesmo de assistí-lo.
    Bjos

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    1. Obrigado Camila, fico feliz por estar conseguindo despertar sua curiosidade! Beijão!

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  7. Excelente texto Bruno!
    Acho q um dos seus melhores aqui. O texto foi tão emocional qt o filme. Namorados para Sempre é um filme dolorido. Tenho até medo de rever..hehe
    Mas é uma pequena obra-prima mesmo.
    Grande Abraço!

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    1. Obrigado Celo, realmente foi uma das resenhas que mais gostei de escrever, geralmente isso acontece quando me vejo diante de obras que me tiram da zona de conforto... "Namorados para Sempre" conseguiu fazer isso e muito mais!

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  8. Adorei o texto, como sempre muito bom! É muito comum darem títulos equivocados aqui no Brasil, infelizmente...Fiquei com muita vontade de assistir!

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    1. Carol, simplesmente assista!
      Vou querer seu veredito sobre ele depois!!!

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  9. Eu estou doido para ver esse filme! gosto de filmes impactantes, q apesar de serem uma ficção, acabam nos mostrando a mais pura realidade, fazendo com que a gente passe a pensar melhor a respeito de certas atitudes. Outro exemplo de filme assim é Clube da Luta, que eu adoro!

    Ótimo texto, J.!

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    1. Pois Gabriel, o impacto de ambos se deve ao fato de que eles de alguma forma nos incomodam por atacar algumas de nossas convenções... não deixe de assisti-lo meu amigo, é um filme que todos deveriam ver e refletir...

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  10. Ola Bruno,
    Sabe, essa coisa dos títulos errados aqui no Brasil também me incomoda muito, isto é muito chato e deveria haver um movimento neste sentido. E o fato do filme desconstruir aquilo que temos como ideal, ou seja, a busca de um relacionamento sólido, estável e duradouro pode ser uma faca de dois gumes, Pois realidade é bom mas incomoda muita gente.

    Excelente texto

    Abraços, Flávio.
    --> Blog Telinha Crítica <--

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    1. Obrigado Flávio...
      realmente incomoda muita gente, apesar de ser algo tão real... ma a verdade é a ideia que o filme desconstrói é a de que os relacionamentos podem ser um mar de rosas, quando na verdade eles não o são, e é esta noção que permite que alguns deles durem para uma vida toda. Numa análise mais profunda percebemos que a crítica que o filme critica é a falta de respeito, de tolerância e de compreensão e não a noção de que os relacionamentos devam durar...

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  11. Lembro que sempre dava a propaganda desse filme em um dos canais do telecine. Achei legalzinho, mas não me pilhei muito. O enredo não faz muito meu estilo. Mas agora, quando você escrever isso na parte final "o realismo de sua trama tende a despertar mais reações negativas do que positivas e por isso muitos o considerarão demasiadamente pessimista." me despertou uma curiosidade e uma vontade grande de assistir. Sério mesmo!

    Abração

    ----
    Site Oficial: JimCarbonera.com
    Rascunhos: PalavraVadia.blogspot.com

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    1. Assista sim Jim, é um filme realmente forte, que provoca desconforto e evoca inúmeras reflexões...

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  12. Oi Bruno,

    Já estive várias vezes perto de pegar esse filme na locadora, mas sempre penso que poderia ser um longa chato com conflitos tão previsíveis. Até porque no resumo, já se expõe que o contexto será a dualidade. Todavia, a sua crítica inteligente e verdadeira me mostrou outro aspecto que não tinha percebido fora o drama, a fuga.

    Beijos.

    Lu

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    1. Ele na verdade expõe diversos conflitos, eu queria poder ter comentado cada um deles, mas para isso eu teria que recorrer a spoilers e esta não era minha intenção...

      Luciana, na próxima oportunidade não deixe de assisti-lo, vou querer conversar com você sobre ele depois...

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  13. Lindo filme. Michelle Williams e Ryan Gosling estão cada vez melhores.

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    1. Ambos só têm me surpreendido e neste filme eles estão excelentes!

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  14. O filme parece ser bem interessante.
    Fiquei com muita vontade de assistir.

    Você chegou a assistir Xingu? Eu assisti esse fim de semana. Achei muito bom, acho que daria uma ótima resenha.

    Beijos

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    1. Luiza eu estou ansioso demais para assistir "Xingu", uma pena que ainda não tive oportunidade, na minha cidade não tem cinema e não tem sobrado muito tempo para ir em outra cidade, vou ter que esperar o lançamento dele em DVd/Blu-Ray...

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  15. Que triste, será mesmo a visão pessimista a mais realista?
    bjos, keila

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    1. Ele não é nenhum momento pessimista Keila, assista-o e você verá, infelizmente os temas acerca dos quais ele fala são assustadoramente reais e o percentual dos casamentos que terminam em divórcio comprova isso, o filme não tenta apontar isso de forma positiva, muito pelo contrário... E nenhum relacionamento está imune aos problemas vividos pelo casal do filme, o que varia é apenas a forma com que cada um lida com eles, alguns destes problemas são a falta de comunicação, de respeito e de tolerância...

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  16. Olá!
    Gostei da sua análise. Esse filme foi uma balde de água fria pra mim, pois esperava por um romance convencional e o que vi foi a dura realidade estampada em todas as cenas. Mas isso só me fez gostar ainda mais.

    No meu blog eu até escrevi um pequeno post no qual faço uma comparação desse filme com o "500 Dias com Ela". Claro que são completamente diferentes no que se trata da energia, da aura, mas a mensagem, se é que existe alguma, são semelhantes.

    Abraço!

    obs: Eu gostei do título nacional rs

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    1. Eu ainda não assisti "500 Dias com Ela", vários amigos já me recomendaram, mas até então faltou tempo e oportunidade, passarei lá no teu blog para conferir a postagem sobre eles...

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  17. A primeira história de amor que foi despida e a realidade é bem por aí.

    Ótimo texto Bruno, não preciso acrescentar nada neste comentário, mas saiba que eu achei o filme estupendo!
    Williams e Gosling, perfeitos como Dean e Cindy.

    Abs.

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    1. Concordo plenamente Rodrigo!
      A falta de fantasias e a exposição da realidade nua e crua transformam o filme em uma pequena obra prima!

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  18. Que perfeição de resenha!!
    O título em português realmente incomoda... dá uma alusão diferente ao contexto realista e completamente falível do ser humano... Pode não ser para todos os públicos, mas é impecável na dose de sentimentalismo palpável!

    ;D

    -> Nascida em Versos:
    http://nascidaemversos.blogspot.com.br/

    -> Minha Poética:
    http://nv-minhapoetica.blogspot.com.br/

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    1. Apesar de tudo, penso que ele deveria ser sim um filme para todos os públicos, pois como eu disse, ele não é um filme pessimista, ele trata de algo real a que todos os relacionamentos estão suscetíveis, ele serve como alerta de que os relacionamentos não são necessariamente um mar de rosas e que além de paixão eles exigem compreensão e respeito mútuo...

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  19. Doído. É assim que eu defino esse filme. Muito doído"

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  20. Acho que a mais coisas nas entrelinhas do filme, por exemplo penso que a mulher tem algum complexo relacionado ao sexo, se for observar ela conta que perdeu a virgindade aos 13 anos(seria estupro?) ela conta uma piada sobre um menino e um pedofilo, e o primeiro relacionamento dela com o cara do início do filme termina do nada depois de uma relação sexual entre eles, ela simplesmente para de falar com o ex, e essa situação se assemelha bastante com o que aconteceu entre ela e Dean

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  21. Bruno, gostei de todas resenhas que li em seu blog, mas especialmente da referente ao filme "Submarine". Tu teria como me indicar alguns filmes no mesmo estilo deste último?

    Obrigado, Thiago

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