sábado, 18 de junho de 2011

Alta Fidelidade

Alta Fidelidade (High Fidelity) - 2000. Dirigido por Stephen Frears. Escrito por D.V. DeVincentis, Steve Pink, John Cusack e Scott Rosenberg, baseado na obra de Nick Hornby. Direção de Fotografia de Seamus McGarvey. Música de Howard Shore. Produzido por Tim Bevan, D.V. De Vincentis e Rudd Simmons. Touchstone Pictures / EUA.
 
A comédia romântica Alta Fidelidade (2000) parece ter se tornado quase um cult dentre os filmes do gênero, além de contar todos os ingredientes característicos, que incluem protagonistas cativantes e coadjuvantes engraçadinhos, esta produção se destaca pelos outros elementos que a compõem. Antes de qualquer outra coisa, o filme é um verdadeiro elogio ao mundo da música. Só quem sabe o que é ter acontecimentos e fases da vida marcados por determinada música, poderá compreender e se deliciar com este longa. A música Pop é quase uma personagem na trama que, como na maioria das comédias românticas, gira em torno das desventuras e desilusões amorosas do personagem principal. O diferencial neste caso acabam sendo o roteiro, muito bem escrito, e as atuações, principalmente a de John Cusack.

O que veio primeiro? A música ou a miséria? As pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, vendo vídeos violentos, como se a cultura da violência fosse consumi-las. Mas ninguém se preocupa se escutam milhares de canções sobre sofrimentos, rejeição, dor, miséria e perda. Eu ouvia música pop porque era infeliz ? Ou era infeliz porque ouvia música pop ?” Rob Gordon, personagem de Cusack, abre o filme com esta fala, nesta sequência ele conversa diretamente com a câmera e em um tom quase confessional ele nos convida a mergulhar em cinco de seus casos amorosos, aqueles que mais o marcaram e lhe imprimiram o estigma da rejeição.


Rob foi abandonado pela atual namorada, Laura (Iben Hjejle), que parecia já estar cansada da inércia de sua vida, machucado pelo término “repentino” ele decide revisitar casos antigos em busca de explicações para as rejeições e as traições das quais foi vítima. Conhecendo suas antigas namoradas, conhecemos um pouco mais de Rob e ele, como personagem, vai se tornando ainda mais cativante até o final do filme. Ele, que é uma enciclopédia ambulante de música pop, é o dono de uma loja de discos de vinil, que parece estar a beira da falência. No elenco secundário estão, além de suas ex-namoradas, os dois funcionários voluntários da loja, o fanático Barry (Jack Black, outra grande atuação no filme) e o esquisito Dick (Todd Louiso).


Outro detalhe legal do filme, são os Top Fives que Rob, Barry e Dick vivem elaborando, 5 músicas para tocar no dia de sua morte, as 5 melhores do Lado B, 5 melhores profissões e por ai vai... Em alguns momentos dá até vontade de entrar no filme e nas discussões dos personagens sobre o fantástico universo da música. O roteiro também nos presenteia com algumas situações hilárias, como na sequência em Barry se recusa a vender um determinado disco para um cliente, ou em outra, na qual o atual namorado de Laura vai até a loja para tirar satisfações com Rob.


Na trilha sonora estão grandes nomes do Rock e do Pop, mainstrean e independente, dentre eles The Velvet Underground, Belle and Sebastian, Bob Dylan, Queen, Stevie Wonder e até Stiff Little Fingers. Ao assistir ao filme preste atenção também nas participações de Catherine Zeta-Jones, como Charlie, uma das Ex de Rob, de Tim Robbins, como o vizinho do andar de cima de Rob, o estranho Ian 'Ray' Raymond, e de Bruce Springsteen, como ele mesmo. Curiosidade: se prestar um pouquinho de atenção você perceberá o disco Tropicália (Panis et Circencis), que aparece numa das prateleiras da loja no início do filme. Alta Fidelidade não é um filme que entraria facilmente em um de meus Top Fives, mas com certeza é um ótima dica, principalmente pra quem curte uma comédia romântica, com um ótimo roteiro e tiradas inteligentes.

Alta Fidelidade foi indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator em Comédia/Musical (John Cusack).


Assista ao trailer de Alta Fidelidade no You Tube, clique AQUI !

Confiram também, aqui no SUBLIME IRREALIDADE, a resenha do filme 
também dirigido por Stephen Frears!

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5 comentários:

  1. O elenco é de primeira, deve ser um ótimo filme. E colocar o Velvet Underground na trilha sonora, é show de bola, amo demais essa banda, uma das melhores de todos os tempos. Boa dica de filme.

    Ótimo domingo pra ti.

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  2. Muito legal a dica do filme, esse ainda não tinha assistido e de verdade me deu vontade. Parabéns pelo blog, achei muito legal o conteúdo no geral.

    Comente o meu tbm....

    Leandro
    www.emquestao.org
    comente!

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  3. Obrigado pela ótima indicação do filme :D
    Parabéns pelo Blog!

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  4. bah qro ve *-* deve ser triii!
    show de BLOG!
    bjs
    http://etcmodaetal.blogspot.com/

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  5. Brunãooooooooooo,

    Só você mesmo, hein?
    Conseguiu gostar do filmes da mesma maneira que eu...rs.
    Quem nunca associou sua vida profissional ou amorosa com tapes/musics?

    Adoro este filme, sou apaixonada por John e sua irmã :)
    Amo Jack Black ;)

    bjs

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