segunda-feira, 13 de junho de 2011

La Iguana Rock Fest

.Sinais de Vida no Underground.


Desde a última edição do Ubá Rock, que aconteceu 23 de outubro do ano passado, que eu não ia em um festival do tipo, não posso esconder o fato de que eu tenho estado bem distanciado da cena nos últimos tempos, mas a verdade é que os “swowzinhos” são bem mais raros hoje em dia. Tem se tornado mais comuns as apresentações individuais de bandas em barzinhos e outros tipos de evento, o que acredito que se deve às dificuldades de se organizar um evento desses aqui na cidade. Temos as leis que regulam a entrada de menores, que estão bem mais rigorozas, temos a difuldade de conseguir apoio, de encontrar lugares que abram as portas para eventos do tipo e tem a séria questão do ego das bandas, que já gerou muitos problemas no passado. Neste contexto, o sucesso do La Iguana Rock Fest pode ser considerado um verdadeiro feito para a cena, o festival foi muito bem organizado, o som esteve legal na maior parte do tempo, não houve demora excessiva entre as bandas e a galera colaborou.
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Quando cheguei na Babilônia, local onde o evento foi realizado, a primeira banda já estava tocando. Era o The Horríveis e aquela era a primeira vez que eu os via ao vivo. Matei a curiosidade que tinha desde que as banda começou a tocar e a receber grandes elogios nas redes sociais. A banda mostrou um repertório bem eclético, que foi do Rock Nacional Oitentista ao Punk passando pelo Hard Rock e pelo Rock´n´Roll. O The Horríveis voltou àquelas que são as influências seminais e referências básicas de quem começa a escutar um som de qualidade, isso em qualquer outra situação poderia ser visto como falta de personalidade artística, mas não é este o caso, a banda sabe o que está fazendo e tragetória dos integrantes na cena mais uma vez é foi um grande peso a favor.

The Horríveis

A segunda banda a subir no palco foi o Macwaine, outra banda de Ubá que eu ainda não tinha visto ao vivo. Desde a primeira música já deu para perceber que os caras não estavam de brincadeira, a sonzeira da banda remonta aos clássicos dos anos 60 e 70, com influencias de Rock,n´Roll, Rhythm and Blues e Hard Rock. O repertório foi composto de músicas próprias e covers, dentre eles Hendrix, Stones, Guns e Dire Straits. O destaque, além do ótimo instrumental, é a proposta da banda de enveredar por um caminho pouco explorado por bandas da cidade. A decisão de não ser apenas mais do mesmo, acredito eu, vai contar muito para o futuro da banda.

Macwayne

Na sequencia veio o Sexta-Feira 13 com seu Rock´n´Roll cafageste. A banda fez um bom show com músicas próprias que deverão estar em seu 1° CD, Baseado em Fatos Reais, e covers. Continuo acreditando que a banda é uma grande promessa para a cena local, mas senti um pouco a falta da postura de palco irreverente da banda, o que pra mim é uma de suas melhores qualidades. Acredito também que se o repertório tivesse sido escalado de uma forma um pouco diferente, o show e a reação da galera teria sido ainda melhor. Faltou um pouco de feeling na hora de definir a ordem das músicas executadas (que acredito que deva variar um pouco de acordo com o lugar onde a banda se apresenta), o que passou, para alguns, a ideia talvez errônia de que as músicas são todas iguais. Mas a ordem do repertório foi só um detalhe, a banda continua muito bem sucedida em sua proposta de fazer um som visceral e descompromissado com rótulos e outras frescuragens.

Sexta-Feira 13

Mal deu tempo de me refazer da agitação do Sexta-Feira 13 e o Fliperama, de Juiz de Fora, já estava no palco. Como o próprio nome da banda sugere, eles buscam referências sonoras nos ruidosos anos 90, ótimas referências por sinal. Ficou claro que a maior influência da banda é o Red Hot Chili Peppers, perceptível até pelo visual a la Antonie Kiedis do vocalista. Naquela que talvez tenha sido a melhor apresentação da noite, a banda fez a galera agitar com clássicos da melhor fase do Red Hot e outros covers de Rage Against the Machine, Peal Jam, Foo Fighters, Nirvana e Raimundos. Destaque para o ótimo instrumental e para o vocal, que não deixaram nada a desejar em nenhuma dos músicas do set list..

Fliperama

Depois do show do Fliperama eu já tinha a certeza de que a noite e o ingresso já tinham valido a pena, mas ainda tinha mais, o festival ainda estava na metade. A quinta banda a se apresentar foi o Hard Desire, também de Juiz de Fora. Não sei explicar o porquê, mas desde sempre as bandas de heave metal tradicional, geralmente funcionam pra mim como um “chill out” nos festivais. A banda mostrou um grande entrosamente e um instrumental preciso, mas a verdade é que eles só conseguiram me empolgar nos covers do Black Sabbath e do Dio. Acredito que o que me incomoda é a surperficialida da postura poser, sou daqueles que ainda acredita que o Heave Metal tem que ser pesado, cru e sem frescuras. Apesar de não ser o estilo que me agrada, a banda mostrou um repertório próprio com nível de qualidade musical, que tem visíveis influências da NWOBHM.

Hard Desire

A próxima banda foi o Metheora, de Santos Dumont, moderninhos eles tentaram buscar influências não nos clássicos, mas em bandas ditas “pesadas”, mas que têm forte apelo radiofônico. O estilo explorado é um misto de Evanescense e Metal Alternativo, o instrumental da banda não é ruim, mas o vocal deixou muito a desejar. Não senti em nenhuma das músicas empolgação ou entrega em nenhum dos integrantes. A performance quase teatral da vocalista não condiz com sua empostação vocálica, sobra caretas e expressão corporal diante uma cantarola pouco empolgada. A gota dágua foi um cover do Nirvana, mais deslocado impossível. Minha empolgação foi-se embora, levada pelo repertória da banda. Simplemente já não tinha mais forças para continuar a maratona e decidi voltar pra casa. Ainda me arrependo de não ter ficado para ver o Rawborne, cujo show no Ubá Rock, no ano passado, foi muio bom, e o Black Butterffly, banda que eu estava realmente muito curioso para assistir.

Metheora

Sinceramente espero que o evento tenha dado o restorno esperado pelos organizadores e que o sucesso desta edição sirva de incetivo para a realização de muitas outras. E quem sabe o Babilônia passe a ser a nova casa da galera underground? Mais uma vez, me vem a esperança que bons e novos tempos se aproximam para a nossa cena. Continuo apenas observando de longe, na certeza de que, por mais tortuoso que pareça, este é o caminho certo! Rock´n´Roll can never die!!!
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2 comentários:

  1. Parece ter sido uma noite muito bacana.
    Nunca fui a esse tipo de evento, até porque não curto mto rock, e sou anti-social rsrs

    Gostei do blog, é mto bonito.

    Vou nessa,
    Abraços!!

    http://cafeeagua.blogspot.com/
    http://redutonegativo.blogspot.com

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  2. gostei da macwayne pq o goy ta la o cara que eu acho melhor tocador de guitarra da regiao de uba mg
    ass: aluno do goy moab

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